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London, London

Bom, já vai fazer algum tempo que fui pra Londres, mas tô bem afim de postar sobre a cidade desde que cheguei. Londres é uma cidade realmente incrível, principalmente pra quem ama museus como eu: a entrada nos principais museus é de graça!! Apesar de a Libra ser uma moeda bastante cara, consegui fazer uma viagem barata, principalmente porque economizei bastante na hospedagem. Fiquei no Hostel Astor Quest London muitíssimo bem localizado, ao lado do Hyde Park, mas em quarto coletivo (algo que eu não curto muito poque tenho dificuldade pra dormir). A ducha também era coletiva (outra coisa que não curto muito, mas dá pra sobreviver). Achei a limpeza bem ruim, algo que nunca tinha me acontecido em Hostels antes. Mas ainda acho que valeu a pena, por conta da excelente localização e do preço: paguei incríveis 120 libras por seis diárias e conheci um pessoal bacana também, da França e da Austrália.

Por sugestão da minha colega de quarto australiana, fiz algo que nunca tinha feito antes, mas passarei a fazer sempre: tours guiados à pé. Achei incrível pagar 10, 12 libras em tours guiados  (teve um de graça também) e conhecer lugares aos quais não iria normalmente. East London foi uma grata surpresa: repleta de sebos de vinis e de livros, de grafite e arte de rua e de restaurantes da Índia e Bangladesh, a região merece ser explorada, mesmo não estando entre os “top sights” de turistas.  O tour de pubs em Camden Town foi divertidíssimo também: apesar de ser meio balela o esquema de descontos em bebidas, foi legal ir a desde um pub normal, a um pub cubano, passando por um pub de blues. Já o free tour contempla os “top sights” em Westminster. Foi tão legal que dispensei pegar aqueles ônibus de turismo.

Os parques da cidade são imperdíveis, com destaque para o Hyde Park, o Green Park e o Regent’s Park. Vale muito a pena andar tranquilamente por eles e observar o espetáculo da jardinagem. Os museus, então, nem se fala: na minha vibe de tours, fiz uns cinco no British Museum. De fato, é um museu pra se passar um dia inteiro. Mas, sem os tours, acho que ficaria muito perdida em meio a tantas salas. Os tours do Islam, da Índia e da China ficaram marcados. A National Gallery é também imperdível: fiz um tour guiado e me arrisquei no áudio tour, mas também só contemplei as obras. Vale a pena demais dar uma volta por Chinatown e pelos arredores do museu: comecei por Picadilly Circus, andei até a National Gallery, dei uma volta em Chinatown e terminei comprando um pulôver em Oxford Circus, de onde retornei de ônibus.

Outra coisa imperdível da cidade é a culinária DE FATO multiétnica e multicultural: comi comida indiana de verdade, comida chinesa de verdade e hamburguer de verdade. O meu guia da Lonely Planet ajudou bastante no quesito “comida com preço honesto” (embora muita coisa eu tenha descoberto na sorte mesmo) e com o mapinha destacável que vem  nele. Uma maneira que eu encontro pra economizar em comida é a seguinte: café da manhã sempre no Hostel (complemento com frutas e iogurtes comprados no supermercado), uma refeição decente por dia (sempre de $ a $$ nas indicações) e o jantar comprado no supermercado: salada ou alguma coisa prática pra aquecer.

Bom, voltando aos museus. Acho que o museu que mais me impressionou foi o Imperial War Museum, não só por eu ser uma grande fã de Segunda Guerra, mas pela acessibilidade e modernidade das instalações. A sessão do holocausto, com depoimentos narrados dos sobreviventes, assim como a timeline do papel das mulheres na guerra, agregada à timeline dos grandes acontecimentos foram uma experiência incrível. Outra recomendação, desta vez para os fãs de Shakespeare: assistir a uma peça no Global Theatre. Paguei míseras 5 libras e vi (de pé) uma adaptação de The Tempest. Os ingressos para a peça com o texto original estavam esgotados, então, recomendo que você reserve. Neste mesmo dia, fiz um passeio turístico pelo Tâmisa, mas recomendo mais o ônibus aquático: é mais barato e tem mais pontos de parada. Você pode iniciar o tour pelo Big Ben, atravessar a ponte London Eye (achi que valeu a pena pagar as 20 libras) e, de lá, pegar o barco e ir descendo onde te interessar: vale a pena dar uma andadinha até Bourough Market, próximo à London Bridge. Aliás, os mercados são outra categoria de “imperdíveis”. Eu não visitei a London Tower, mas vale a pena ver de fora.

Andar de ônibus também é uma opção barata (mais barata do que o metrô) e que te permite ver muita coisa da cidade, especialmente se você escolher viajar no segundo andar. Vale a pena pra distâncias curtas. Pra distâncias longas, o metrô serve. Comprei um Oyster Card recarregável, que me serviu muito bem e rendeu muitas viagens. Bom, pra finalizar, sempre vale incentivar todo mundo a sair um pouco do script e descobrir lugares sem a ajuda de guias e planejamentos excessivos. Num dia de caminhada pelo Hyde Park, decidi sair um portão antes do mais próximo do Hostel. Começou a chover (é claro) e eu fui me abrigar num pub, o The Swann. Tinha uma música ao vivo simplesmente sensacional: o cara começou tocando Eric Clapton/Robert Johnson, passou por John Meyer, Bob Dylan e muitos outros. Comi um excelente Fish & Chips e ganhei duas cervejas, de duas mesas diferentes, porque o pessoal se impressionou com a minha animação e com o fato de eu saber todas as músicas…

É isso, eu acho… Vale a pena ir a Londres, visitar inúmeros museus e parques gratuitos. E dá pra gastar pouco! Em brave, sai o post sobre “como viajar pra Europa com uma mísera malinha de mão” 🙂

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Amsterdam

Ando mega sem tempo pra nada, mas tá todo mundo cobrando que eu fale sobre as férias, e tals. Daí vai uma palhinha de Amsterdam. Como eu ia ficar vários dias viajando de férias, achei melhor economizar e ficar num albergue. Só que empolguei na economia e fiquei num albergue que custava, nada mais nada menos, do que 35 francos o quarto duplo, com café da manhã incluído (o Ibis era 109 francos, só pra ter uma ideia da minha barganha). Tudo excelente, até o momento em que entro no taxi

(Erro número 1 na Europa (exceto em Portugal, até então): não pegue taxi. O transporte público, em geral, funciona excepcionalmente bem (com exceção pra Lisboa de novo, mas é bem mais ok do que em BH, por exemplo). Entra no Google Maps, digita o percurso, dá um zoom no mapa, descobre um desenhozinho de ônibus ou trem, clica em cima, descobre o número das linhas o sentido e… seja feliz! Geralmente, tem sempre trens que saem do aeroporto para a estaçãoo central das cidades e vice-versa. São trens que existem só pra esse fim. Daí são rápidos, fáceis de achar e beeem mais baratos que taxi. Só pra se ter uma ideia da diferença gritante de preço: pra vir do aeroporto até a minha casa -que fica ao lado da estação central de Genebra) de táxi é 35 francos, de TPG é 3 francos e de trem direto deve ser, no máximo 6, 30, que é o preço mais caro que se paga pra viajar pra França vizinha).

Pois bem: entro no taxi de uma moça supersinpática, falando inglês com todos os “f’s”  no lugar de “v’s” e discutindo comigo do aquecimento global ao trânsito de Amsterdam. E eu, mega carente de conversar com desconhecidos, bati altos papos com a moça (achei massa uma moça taxista! Perguntei pra ela se era comum em Amsterdam, e ela disse que não, mas que já estava no ramo há muito tempo). Aliás, o pessoal, em geral, é bem simpático em Amsterdam. Dão informações com a maior cara boa, e mesmo as pessoas mais velhas falam inglês.

Pegamos um engarrafamento por conta da neve, o que encareceu ainda mais o meu táxi. Quando passei o endereço pra moça, ela disse: “Posso estar enganada, mas acho que isso é no porto”. E eu, totalmente descrente da informação: “Bom, mas é um albergue…” Eis que, para minha total surpresa, eu estava hopedada no terceiro barco à direita da minha rua! Sim, fiquei hospedada num barco sem saber que era um barco (tava barato demais pra ser verdade…). Mas oh: o café da manhã era muito sensacional, com muuuita coisa e tudo gostoso. O quarto era muito pequeno, mas era aquecido e tem pia, então, de boas. O maior problema foi, obviamente, o excesso de umidade, mas creio que no calor seja de boa. E a parte tensa foi o banheiro coletivo. A ducha era bem ok, limpinha, mas a parte do toilette era meio tosca, mas nada que pudesse ser considerado como inutilizável. E tem outra: o cara fornece toalhas, se você pedir (eu tinha esquecido a minha e ele me deu uma limpinha!) O nome do albergue é Vita Nova. Reservei pelo site HostelWorld. Vale a pena, sobretudo se não for por muitos dias.

Amsterdam é bem legal: a cidade é pequena, dá pra fazer muita coisa à pé e tem coisas pra fazer à noite. As pessoas têm cara boa (dizer “são alegres” é pedir demais pra um europeu do norte) e o transporte público é muito organizado. O que recomendo fazer lá:

À noite, ir ao quarteirão da luz vermelha, claro! Você se diverte com as vitrines (atenção aos consumistas: vitrines divertidas, engraçadas, com coisas sexuais, não é shopping center), pode beber cerveja em vários pubs (eles servem café da manhã, almoço e lanche, mas à noite é só birita) e ver um lugar bem movimentado de gente (aiai, saudades…).Lá que têm as famosas coffe shops, onde você pode tomar um café e fumar o seu baseado (eu não fumo).

Bom, pra quem é viciad@ em museu que nem eu, tem três imperdíveis:

Museu Van Gogh

Museu casa Rembrandt

Reijksmuseum (pronuncia-se mais ou menos “Rêixmuseum”)

Não fui à casa Anne Frank, porque não deu tempo, mas dizem que é massa.

Pra durante o dia, tem um passeio de barco que é muito lindo! (A incauta aqui quase não foi, pra “não pegar vento frio”, mas o barco é fechado). É bem legal conhecer a cidade pelos canais. Além de tudo, o passeio é curtinho (cerca de 1he meia) e ainda dá pra aproveitar bem o dia depois. Eu fiz com o pessoal da Grey Tour. Eles também têm serviço de ônibus. Até então, foram os ônibus de turismo de que mais gostei, com percursos mais completos. Só que, se você for até o guichê de informações turísticas, eles vão te vender o passeio de ônibus por outra companhia e só o passeio de barco pela Grey Tour. Eu odiei o passeio de ônibus. Eles levavam nuns lugares super nada a ver, só pra fazer propaganda pra patrocinador (abandonei a excursão na segunda parada, atravessei a rua da loja de joias e fui pra casa Rembrandt). Aí o lance é andar na Damstraat, que fica bem perto do guichê de informação turística, e comprar os passes de ônibus e barco na própria sede de Grey Tour. Vi o percurso de ônibus deles e, certamente, era bem melhor do que o que fiz.

Bom, de Amsterdam é isso aí…  Depois vou postando mais dos outros lugares!

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