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Desrespeito ao cliente: bar do Tilapa

Reproduzo abaixo um e-mail da queridíssima Natty (@navelar), que passou por uma situação constrangedora, para dizer o mínimo, no Bar do Tilapa, participante do festival “Sabor de Bar” de Sete Lagoas. Divulgo porque acho absurdo que qualquer pessoa, independentemente do fato de ser ou não ser consumidor(a), ser tratada desta forma:

Gostaria de relatar o incidente ocorrido no último sábado, dia 13/08, no bar do Tilapa, participante do Festival Sabor de Bar. Chegamos (eu, minha irmã, meu cunhado e duas primas) ao local por volta de 20h. Na entrada fomos abordados por um funcionário entregando comandas individuais. Chegamos a questionar sobre a necessidade destas, mas ele disse apenas que era para controle. Mais nenhuma informação nos foi passada. Nessa noite o bar estava funcionando no quintal, e era a primeira vez que estávamos indo ao estabelecimento. Durante a primeira hora ali, estava tocando um agradável som ambiente. Porém, de repente, começou a tocar uma banda de rock e blues. A qualidade das músicas estava até boa, mas o volume estava alto a ponto de não conseguirmos conversar direito e nos sentirmos desconfortáveis de permanecer ali. Após terminarmos de comer o que havíamos pedido, resolvemos ir embora. No momento de acertar a conta, para nossa surpresa, fomos informados de que havia um valor de couvert de 5 reais por pessoa. O art. 6° do Código de Defesa do Consumidor diz que é direito básico do consumidor a informação. Em momento algum fomos informados sobre o couvert, o que deveria ter acontecido no momento da entrega das comandas (ou estar escrito nas mesmas ou no cardápio). Judicialmente, existem 3 requisitos para o couvert artístico ser cobrado:
a)Oferecimento de show de música “ao vivo”;
b)Informação antecipada sobre o valor a ser cobrado;e
c)Existência de contrato de trabalho entre o artista e o estabelecimento (Lei Delegada nº4/62, art. 11,”c”).

Desses 3 itens, apenas o primeiro foi cumprido. Conhecemos a pessoa que levou a banda para se apresentar naquele dia e ela nos informou que os músicos não cobraram nada para tocar ali, apenas as bebidas que consumiram.

Temos ainda no mesmo Código:

II) – COUVERT ARTÍSTICO
Trata-se de venda casada qualitativa, proibida no artigo 39 do Código Brasileiro de Defesa do Consumidor. Só é válido nas casas que oferecerem músicas ao vivo ou alguma outra atividade artística em ambiente fechado. A casa deve afixar em local visível o contrato entre os músicos e o estabelecimento.

Insatisfeitos com a situação, pois não havíamos sido informados sobre o couvert, fomos argumentar com o próprio dono do bar, pedindo ao meu cunhado que fosse conversar com o mesmo para tentar negociar o pagamento de 1 couvert pela mesa. Assim que meu cunhado expôs a negociação ao ilustre dono do bar, o qual estava visivelmente embriagado, obteve como resposta gritos, insultos e palavrões do mais baixo calão. Para piorar a situação, a filha do dono do bar, que estava no caixa, ao invés de tratar-nos com o respeito que merecemos como clientes diante da embriaguez de seu pai, preferiu corroborar sua atitude violenta, dizendo que isso é coisa do “povinho de Sete Lagoas”, que “gente do nosso tipo não precisava voltar ao bar” e ainda que éramos “pobres, e que pobre não devia ir a bar de rico”. Tudo isso ocorreu aos berros, na frente de todos os clientes que estavam no local, para quem quisesse ouvir. Humilhados e chocados com o desrespeito, pagamos a nossa conta (sem o couvert) e saímos do bar, dizendo que a nossa nota para eles no Sabor de Bar era 0. Eles responderam que “a nossa opinião não ia fazer a menor diferença”. Já fora do bar, indo embora, fomos surpreendidos pela abordagem de uma das garçonetes, que, gratuitamente, foi até à varanda que fica na rua Goiás para insultar-nos, aos berros: “Gordinha, vai fazer uma regime”, “Vagabunda, vai arrumar um serviço” e “Pobres, pobres, pobres!!”. Um dos quesitos que é julgado e valorizado pelo Festival Sabor de Bar é justamente o atendimento aos clientes, além da valorização da cidade como um todo, usando para isso a gastronomia local. Me pergunto se um bar que trata seus clientes dessa maneira humilhante, debochando do “povinho de Sete Lagoas”, está à altura de participar desse evento, quiçá se está apto a funcionar. Espero que nosso apelo seja ouvido e que nossa opinião não seja em vão, como afirmou o ilustre dono do Bar Tilapa.
Divulgue esse e-mail e ajude a acabar com o desrespeito ao consumidor.

Obrigada.
Natália Avelar ●๋•

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