Archive for fevereiro, 2011

Preconceito, substantivo feminino?! (parte 1)

Eu tô azeda com um episódio de racismo que vivi recentemente na Europa. Resumindo bem a situação, estou namorando com um europeu « loiro dos zôio azul » e fui considerada (pelas costas, é claro), como uma aproveitadora, que está com ele para obter cidadania. Bom, passei da fase 1 = « sangue nos zóio » + « provar que não é verdade » para a fase 2 = « tentar digerir e racionalizar o assunto ». Pois bem : em plena era tecnológica, resolvi dar uma googlada em « mulheres brasileiras visto », e eis que me deparo, via um blog, com a capa da revista « Focus », com uma bunda e a chamada “Os segredos da mulher brasileira “.

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Estou colaborando quinzenalmente no blog “Blogueiras feministas”. Sim, resolvi sair do armário… Em breve, a brilhante série “Saindo do armário”, não percam!

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Amsterdam

Ando mega sem tempo pra nada, mas tá todo mundo cobrando que eu fale sobre as férias, e tals. Daí vai uma palhinha de Amsterdam. Como eu ia ficar vários dias viajando de férias, achei melhor economizar e ficar num albergue. Só que empolguei na economia e fiquei num albergue que custava, nada mais nada menos, do que 35 francos o quarto duplo, com café da manhã incluído (o Ibis era 109 francos, só pra ter uma ideia da minha barganha). Tudo excelente, até o momento em que entro no taxi

(Erro número 1 na Europa (exceto em Portugal, até então): não pegue taxi. O transporte público, em geral, funciona excepcionalmente bem (com exceção pra Lisboa de novo, mas é bem mais ok do que em BH, por exemplo). Entra no Google Maps, digita o percurso, dá um zoom no mapa, descobre um desenhozinho de ônibus ou trem, clica em cima, descobre o número das linhas o sentido e… seja feliz! Geralmente, tem sempre trens que saem do aeroporto para a estaçãoo central das cidades e vice-versa. São trens que existem só pra esse fim. Daí são rápidos, fáceis de achar e beeem mais baratos que taxi. Só pra se ter uma ideia da diferença gritante de preço: pra vir do aeroporto até a minha casa -que fica ao lado da estação central de Genebra) de táxi é 35 francos, de TPG é 3 francos e de trem direto deve ser, no máximo 6, 30, que é o preço mais caro que se paga pra viajar pra França vizinha).

Pois bem: entro no taxi de uma moça supersinpática, falando inglês com todos os “f’s”  no lugar de “v’s” e discutindo comigo do aquecimento global ao trânsito de Amsterdam. E eu, mega carente de conversar com desconhecidos, bati altos papos com a moça (achei massa uma moça taxista! Perguntei pra ela se era comum em Amsterdam, e ela disse que não, mas que já estava no ramo há muito tempo). Aliás, o pessoal, em geral, é bem simpático em Amsterdam. Dão informações com a maior cara boa, e mesmo as pessoas mais velhas falam inglês.

Pegamos um engarrafamento por conta da neve, o que encareceu ainda mais o meu táxi. Quando passei o endereço pra moça, ela disse: “Posso estar enganada, mas acho que isso é no porto”. E eu, totalmente descrente da informação: “Bom, mas é um albergue…” Eis que, para minha total surpresa, eu estava hopedada no terceiro barco à direita da minha rua! Sim, fiquei hospedada num barco sem saber que era um barco (tava barato demais pra ser verdade…). Mas oh: o café da manhã era muito sensacional, com muuuita coisa e tudo gostoso. O quarto era muito pequeno, mas era aquecido e tem pia, então, de boas. O maior problema foi, obviamente, o excesso de umidade, mas creio que no calor seja de boa. E a parte tensa foi o banheiro coletivo. A ducha era bem ok, limpinha, mas a parte do toilette era meio tosca, mas nada que pudesse ser considerado como inutilizável. E tem outra: o cara fornece toalhas, se você pedir (eu tinha esquecido a minha e ele me deu uma limpinha!) O nome do albergue é Vita Nova. Reservei pelo site HostelWorld. Vale a pena, sobretudo se não for por muitos dias.

Amsterdam é bem legal: a cidade é pequena, dá pra fazer muita coisa à pé e tem coisas pra fazer à noite. As pessoas têm cara boa (dizer “são alegres” é pedir demais pra um europeu do norte) e o transporte público é muito organizado. O que recomendo fazer lá:

À noite, ir ao quarteirão da luz vermelha, claro! Você se diverte com as vitrines (atenção aos consumistas: vitrines divertidas, engraçadas, com coisas sexuais, não é shopping center), pode beber cerveja em vários pubs (eles servem café da manhã, almoço e lanche, mas à noite é só birita) e ver um lugar bem movimentado de gente (aiai, saudades…).Lá que têm as famosas coffe shops, onde você pode tomar um café e fumar o seu baseado (eu não fumo).

Bom, pra quem é viciad@ em museu que nem eu, tem três imperdíveis:

Museu Van Gogh

Museu casa Rembrandt

Reijksmuseum (pronuncia-se mais ou menos “Rêixmuseum”)

Não fui à casa Anne Frank, porque não deu tempo, mas dizem que é massa.

Pra durante o dia, tem um passeio de barco que é muito lindo! (A incauta aqui quase não foi, pra “não pegar vento frio”, mas o barco é fechado). É bem legal conhecer a cidade pelos canais. Além de tudo, o passeio é curtinho (cerca de 1he meia) e ainda dá pra aproveitar bem o dia depois. Eu fiz com o pessoal da Grey Tour. Eles também têm serviço de ônibus. Até então, foram os ônibus de turismo de que mais gostei, com percursos mais completos. Só que, se você for até o guichê de informações turísticas, eles vão te vender o passeio de ônibus por outra companhia e só o passeio de barco pela Grey Tour. Eu odiei o passeio de ônibus. Eles levavam nuns lugares super nada a ver, só pra fazer propaganda pra patrocinador (abandonei a excursão na segunda parada, atravessei a rua da loja de joias e fui pra casa Rembrandt). Aí o lance é andar na Damstraat, que fica bem perto do guichê de informação turística, e comprar os passes de ônibus e barco na própria sede de Grey Tour. Vi o percurso de ônibus deles e, certamente, era bem melhor do que o que fiz.

Bom, de Amsterdam é isso aí…  Depois vou postando mais dos outros lugares!

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