Gente folgada

Eu odeio muito gente folgada, sério mesmo. Um dos filhos da dona da casa onde moro voltou do internato pra casa. Ele não tem um pingo de bom senso sequer, sério mesmo.

Ele fuma, ouve som alto até tarde e acorda às 6h da manhã, com o rádio-relógio, pra ir pra aula, mas continua ouvindo a música com a qual desperta. Adivinha onde fica o meu quarto? Bem ao lado do dele, é claro. Daí tô um bagaço, porque tem 2 noites que eu basicamente n durmo.

Hoje descobri que tem um quarto no porão e estou considerando seriamente a possibilidade de me mudar pra ele, apesar de ser mais úmido e frio que o meu atual quarto. Mas, sinceramente, não é legal acordar devido à falta de bom senso alheia. Menos legal ainda é ouvir as brigas diárias dos dois.

Primeiro, pensei na possibilidade de conversar com ele e tentar estabelecer regras. Mas uma das coisas mais importantes que aprendi ultimamente, foi a conversar apenas com quem pode minimamente me ouvir. Porque tipo: eu tentaria estabelecer regras, ele não obedeceria, eu me estressaria, brigaria com ele e ele continuaria lá, ouvindo “I gotta feeling” no último volume 15 vezes (ah, sim, descobri o verdadeiro sentido de “cultura de massa” quando ouvi as músicas dele, que são exatamente as mesmas que a maioria dos meus alunos escutava).

Vocês devem estar pensando: “Ai, lá vem a Maíra com o seu radicalismo!” Mas sabe porque tenho quase certeza absoluta do que digo? Porque a primeira regra estabelecida foi: fumar apenas fora da casa. Ontem à note, o que eu encontro logo que subo pro sótão? O que encontro no baheiro? O que  encontro no chão do quarto dele? ADIVNHA! Ontem cheguei aqui e tava a dona da casa com a maior cara de choro porque o fdp do menino, no primeiro dia de aula fora do internato, não tinha chegado em casa até 8 da noite (ele sai às 5). Deu pra sacar cumé q ele é? Daí vou propor de dormir no sótão.  Se a dona precisar do quarto algum dia, eu durmo no “meu”. Tomara que ela aceite…

Mas fico pensando: o que faz com que uma pessoa simplesmente ignore a existência de todas as demais? Porque ele não faz as coisas “pra aparecer”, pra encher o saco ou nada disso: ele simplesmente faz o que lhe dá vontade, não importa o quanto isso incomode ou chateie o outro, pois o outro simplesmente não existe. E, se chega a existir, pouco importa. Acho que mais do que odiar muito gente folgada, odeio mais ainda gente egoísta.

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