Archive for agosto, 2010

Primeiras impressões sobre Genebra

Cheguei, gente! Genebra é uma cidade linda e cheia de verde. É fofa e aconchegante. Ontem o dia estava muito agradável: fazia sol e um friozinho gostoso e ameno. Estou provisoriamente num albergue perto da Rue de Lausanne, que me parece ser a avenida principal do centro da cidade. Ela desemboca na estação de trem (Gare Cornivan) e tem lojas e restaurantes do mundo inteiro (tentei fotografar uma sequência de placas pra colocar aqui, mas a foto tá péssima! Vou tentar durante o dia…)! Almocei num lugar bem legal: comi uma super salada com cogumelos e tudo e um penne com beringela. Um dos donos/ garçons do lugar, um moreno com o sorriso mais bonito que já vi, foi extremamente simpático comigo (tão simpático que pediu meu telefone. Pena que não tenho telefone aqui ainda, hehehe) e me deu algumas dicas de como obter informações para alugar quartos mais baratos (menos de 700 CHF, que foi o preço que consegui).

À noite, comi rolinhos de primavera num restaurante chinês. A dona, uma velhinha de coque, foi muito, muito, muito educada comigo! E me deu um jornal de distribuição gratuita (do qual o carinha já havia me falado) em que tem horários de cinema e programação de shows de rock! Descobri que vai ter show do Heavy Trash (aquela banda nova do cara do Joe Spencer Blues Explosion) e do Peacocks na mesma noite em Lausanne, uma cidade vizinha. Fui também à estação de trem para (tentar) comprar um bilhete para Grenoble (para onde vou daqui a pouco para visitar o querido Adilson, que parte amanhã para o Brasil.

Bom, por enquanto não tenho muito o que contar… (Afinal, só comi e dormi, basicamente : p) Só que todos são simpáticos, niniguém  parece daqui e meu francês é muito acadêmico (não tenho vocabulário de rua, impressionante! Sei falar “Estou com vergonha” -pq estudei emoções no mestrado -mas não sei falar “Eu gostaria de uma colher, por favor” (não lembro como é ‘colher’ : p) , mas meu inglês me salva em situações cotidianas. Entendo o que as pessoas me falam na rua, mas numa conversa de mais de três frases, preciso que repitam mais uma vez. Enfim: acho que vou sobreviver! Amanhã eu conto sobre minha ida a Grenoble. E prometo que os posts não serão um mero diariozzinho gastronômico, heheh.

Anúncios

Deixe um comentário

Tá chegando!

Dei uma sumida, né? Estou arrumando as malas, fechando artigos e organizando detalhes da minha viagem. Faltam apenas três dias pra embarcar (engraçado ainda chamar assim, já que quase ninguém mais viaja de barco, mas enfim… Fecha parênteses pra divagação!) pra Genebra! Se tiver um tempinho sexta, eu posto, mas tô achando difícil… É provável que vocês já tenham notícias da minha “vida de imigrante”. Torçam pra que tudo dê certo!!!

Comments (2)

Horário político

Bem, lembra que eu comentei sobre aquilo de qualquer um poder se candidatar? Pois é, eis algumas pérolas pra vocês se divertirem!

Melhores frases:

Esper: “Quero agulhar os políticos para mudar Brasília por vocês!” (Faltou a mãozinha do ‘hã, hã, sacaram?!’)

Marcelinho Carioca: “Todo mundo já meu viu jogando. Agora quero jogar no mesmo time que vocês. Quem vem comigo?” (Hm… Como candidato, você é um excelente jogador de futebol!)

Maguilla: “Minha luta agora é em Brasília por nossas crianças contra as drogas” (Maguilla!!! Você ainda existe, sério?!)

Mulher Pêra (COMOASSIM?!?!?!?!): O melhor é o beijinho jogado no fim…

Luciano Enéas: “Meu nome é Luciano Eneas, 56!” (Pô, tava com saudade do Enéas!!! Ninguém é mais engraçado do que ele no horário político. O substituto cumpriu bem o papel!)

Luciana: “Meu nome é LU-CI-A-NA, 2250”. (Essa cumpriu melhor ainda o papel de substituta! Tem até o “Beethoven do Apocalipse” no fundo! E ela GRITA o nome dela.)

Tiririca: Impossível escolher uma frase. Todas são pífias. E seria trágico se não fosse cômico (ou, vice-versa, não sei) ele dizer: “Vote no Tiririca. Pior do que tá não fica. (Pior que fica, né?)

Mara Maravilha: “Política abençoada começa em casa” (Não precisa continuar, né? Ah, mas não é ela a candidata!!! É o MARIDO, que não abre a boca)

Kiko do KLB: Definitivamente, o que mais me arrancou risadas. Não precisa nem falar nada pra eu rir MUITO alto!! E ainda tem aquele irmão vesgo dele de “figurante”.

Raul Gil Jr: Ele parece um daqueles pôsteres de papelão pq não se mexe enquanto o Raul Gil canta a “musiquinha da vergonha alheia”. Mas o slogan “JUVENTUDE e hosnestidade” não colou pra um cara barbudo de uns 40 anos, Raul pai. Ah, esqueci que “juventude” é uma questão de parâmetro…

Eli Corrêa Filho: Quem?! Esse “Ooooooooi, gente!” dele não me é estranho. Mas…

PS: Mais tarde ou amanhã, comento sobre o debate UOL/Folha (finalmente os candidatos mostraram a cara!)

Comments (1)

Vergonha alheia

Tô passando malllllllllllllllllllll de rir com o jingle de campanha do Serra. Como diz a Natty: “Falou, viu ‘Zé Serra’ povão!” Esta  é mais uma da série”tiros no próprio pé”, por José Serra, ops, Zé. É muto divertido ver o que a direita pode fazer quando pode perder ainda no primeiro turno.

Só vai deixar de ser engraçado se apelarem (mais uma vez) pro golpe de mídia às vésperas da eleição de primeiro turno…

Ah, adorei este post do Jorge Furtado sobre o asunto.

Deixe um comentário

O sonho de morar fora

É engraçado o que acontece quando um grande sonho se aproxima, né? Diferentemente das menininhas da minha idade, desde muito pequenininha, em vez de querer casamento e filhos, sempre tive muita vontade de morar em outro país e falar outras línguas. Lembro que queria conhecer Paris, por conta de histórias que meu avô inventava, do tipo: “Quando estive em Paris (todas começavam assim, haha), atravessando o rio Sena de jacaré…” E por aí ia… A vontade de conhecer a Europa sempre me fascinou. Aos 13, meu pai ganhou um concurso de cozinha e foi representar o Brasil na França (massa, né? O cara é fera…). Levou minha mãe como ajudante (Eles ficavam treinando no restaurante do meu pai na época…). Eu lembro que implorei pra minha mãe pra me deixar ir no lugar dela. Numa casa em que a renda é apertada, não tinha muito essa de viajar pra fora. E como as passagens de avião não tinham preços tão acessíveis quanto agora, viajar para o exterior era algo muuuito distante na minha cabeça. Então, esta era a oportunidade mais palpável que vi de conhecer Paris. Depois de dias de encheção de saco, minha mãe rebateu meu pedido insistente com um argumento justo: “Tenho 41 anos e nunca viajei pra fora do Brasil. Você tem 13 anos, ainda tem muito tempo pra viajar”.

Aos 14, via as minhas colegas de sala planejando a ida para a Disney, Miami aos 15. E eu, no auge do meu comunismo, pensava: “Disney?! ECA! Paisagem mais artificial do mundo! Americanos?! Uns toscos que fodem o mundo! (Quem me conheceu aos 14, 15 consegue imaginar todo o radicalismo!) Mal sabia eu que, no mesmo ano, ganharia uma viagem aos Estados Unidos… Na minha escola de inglês (Já contei que implorei pra minha mãe pra fazer inglês aos 10 anos?), o melhor aluno ganhava uma viagem pros EUA ou Inglaterra. Desde que entrei na escola, ficava em segundo lugar todos os anos, beirando o prêmio. Era meu penúltimo ano lá (era aquela época que os cursos de inglês duravam 6, 7  anos) e disse pra mim mesma: “Tenho que ganhar este ano! Não posso sair daqui sem ganhar!” Quando me avisaram que ganhei, era pra ser segredo. Mas é óbvio que o meu pai “língua grande” me ligou na hora. Eu estava viajando de férias com minha mãe e meu irmão. Até hoje eu lembro da sensação imensa de felicidade que senti. Depois, a preocupação era: “Pra onde que eu vou?” Conheci uma menina que ganhou e foi pra Disney. Eu só lembrava do quarto dela cheio de Mickeys e Patetas de pelúcia, e aquilo já me dava pavor. Descobri que havia a chance de ir pra Inglaterra e rezava todos os dias pra me mandarem pra lá. Mas isso era pros maiores de 16. Acabei indo pra San Diego. Tinha lido aquele livro “Depois daquela viagem” e a Valéria Polizzi relata o tempo em que viveu na cidade. Fiquei curiosa pra conhecer e me pareceu um lugar bacana… Foi, de longe, minha melhor experiência de viagem, pois morei numa casa de família por um mês e fiz um curso de inglês. Tive, então, a oportunidade de conhecer uma outra cultura e um outro modo de vida. E descobri que os americanos são “gente como a gente”, I mean, povo é povo em qualquer lugar do mundo, embora nos EUA sejam bastante paranoicos (parece que a ‘cultura do medo’, narrada brilhantemente por Michael Moore em ‘Tiros em Columbine’ realmente funciona por lá) e não tenham quase nenhum senso de como as coisas funcionam num outro país (os absurdos sobre o Brasil, por exemplo, variam em grau: desde achar que aqui se fala espanhol até achar que há macacos soltos pela rua. E constatei essa falta de noção em relação a outros países também). Mas percebi que os americanos, assim como qualquer povo, são alienados. Eles não ficam sentados em suas cadeiras pensando em como f*der o resto do mundo: este é, pelo visto, um privilégio de alguns de seus governantes, mas vi de perto que não dá pra generalizar, sabe? Vi também que não são só os EUA que são perversos, mas o Brasil que dizia “Amém” a toda e qualquer ação dos EUA (agora em proporções cada vez menores, ainda bem!).

Enfim: agora irei para o Velho Mundo!! Realizarei meu sonho antigo de ir morar por um tempo num país  europeu. Me entendam, por favor: eu não tenho a ilusão de que a Europa é melhor do que o Brasil. Tenho noção de que algumas coisas funcionam melhor sim, por eles viverem num Estado de bem-estar social há muito mais tempo do que a gente (no nosso caso, considero que são apenas 8 anos e que isso ainda ocorre de forma um pouco tímida em vista do que poderia ser). Mas não tenho aquela mentalidade de colonizado de que “o Brasil é uma b*sta”. Acho, inclusive, que com os avanços econômicos atuais, que permitiram que o Brasil seja visto como um país em que se pode investir (lembra de que a pior crise da história foi uma “marolinha” por aqui?) e que promoveu um crise na Europa, se refletem em avanços por aqui em diversas áreas, enquanto a Europa está em decadência, na minha opinião, mesmo antes da crise. Outra coisa: não acho que eu, latino-americana, serei bem tratada  na Suíça, um país rico e tradicionalmente xenófobo. Aqui no Brasil não há muito preconceito contra gringo (ao contrário: se for europeu ou americano, é super bem tratado). Vejo o preconceito daqui como algo mais interno mesmo: você mudar de calçada quando vê um negro, você ser contra leis de legalização do aborto, você ser contra o casamento gay, quando você chama uma mulher de barbeira no trânsito… E isso quando pegamos leve (farei um post sobre “o preconceito nosso de cada dia”). Não vou nem comentar quando esse preconceito atinge as esferas legais de nosso país. Pois bem, voltando à vaca fria: o que me atrai na Europa é, sem dúvida, a tradição de milhares de anos de cultura. Quero muito mergulhar numa cultura diferente da minha (meu próximo passo é a África), ver como é pensar numa escala de valores diferente da que estou acostumada, estudar co professores e alunos de outros países e conhecer, por esses olhos diferentes dos meus, outras maneiras de ver o mundo às quais eu não teria acesso pelos meus próprios olhos. Estou muito, muito animada com a possibilidade de ampliar o “meu quintal”. Aliás, termino o post com trechos do poema ‘Tabacaria’, um dos meus favoritos de Fernando Pessoa:

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

(…)

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),

(…)

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim…

Deixe um comentário

Eu já sabia, Galvão

Ou o teor da entrevista de Serra no JN (Quando achar necessário, falarei da Marina tb):

1- Apesar de incisivo em alguns momentos, o Bonner não foi, nem de longe, grosseiro e agressivo como foi com a Dilma. E interrompeu o Serra muuuito menos do que às outras duas.

2- Bonner foi “curiosamente” incisivo ao falar da parceria PSDB-PTB, ressaltando, obviamente (assim como fez nas duas outras entrevistas), o mensalão… do PT (ah, sim, porque o mensalão do DEM – esse super partido político que faz chapa com o Serra – não faz a menor diferença, não é verdade?).

3- Serra é a favor da privatização das estradas federais, ao que tudo indica. Afinal, o fim (75% de aprovação das estradas) JUstificam os meios (pedágios absurdos), não é verdade? Quais serão as outras privatizações pelas quais Serra lutará?

4- Serra se esquivou do fato de não criticar o Lula, de não comparar os governos Lula e FHC (esse dele de “olhar pro futuro” também tá cansando…) e ressaltou suas “origens humildes” no fim do debate. Será por quê, hein?

Depois dizem que é tudo “paranoia petista”. Não seria mais honesto que a Globo simplesmente se posicionasse a favor de um candidato, em vez de brincar com a nossa inteligência e se dizer imparcial?

PS: Interessante esta crítica do UOL.

Deixe um comentário

Entrevista da Dilma no JN

Bom, esta eu não poderia deixar de comentar, né? Pra quem nõa viu a entrevista, o link é este aqui: http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1315694-7823-DILMA+ROUSSEFF+E+ENTREVISTADA+NO+JORNAL+NACIONAL,00.html

Bom, a agressivdade de William Bonner é bem clara. Tão clara que Fátima Bernardes chega a interrompê-lo no final e assume a função de finalizar a entrevista. Notei que a Dilma estava bem mais segura desta vez do que no debate, apesar de ter sido mais acuada por Bonner do que pelos seus oponentes, sem dúvida alguma. Já comentei no post sobre o debate que Dilma atrela muito sua imagem à do presidente Lula (como era de se esperar), inclusive usando sempre o “nós”, ao se referir a dados do governo Lula. Sei que ela representa a continuidade de um governo do qual gosto pra caramba, mas tenho um pé atrás sobre o tipo de continuidade que teremos (espero não ter que usar o futuro do pretérito…) com uma aliança com o PMDB, sobretudo levando-se em consideração que o PT abriu mão de lançar candidatos a vários governos estaduais e cedeu pro PMDB. Aí eu me pergunto: e se Dilma perder, como é que fica o PT? Não fica, né, já que sabemos que a Câmara e o Senado têm maioria do PMDB/DEM. Eu fiquei revoltada com a postura do PT aqui em Minas. Havia dois excelentes candidatos (Patrus e Pimentel) , ambos bem aceitos pela população, trocando farpas pra assumir a candidatura do governo pelo PT . Quando assusto, quem sai candidato? HÉLIO COSTA( AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHH!!!!!), do PMDB, diante da renúncia do PT. Sei que isso ocorreu ambém em outros Estados e fico me perguntando se não foi uma imposição do PMDB que o PT teve que engolir “goela abaixo”. Quantas outras ocorrerão e em que gravidade? Sei que Dilma ocupou o mais importante Ministério, na minha opinião, e que representa continuidade do melhor governo que já tivemos. Mas como se dará essa continidade? E a que preço? Dilma não é Lula, Marina não é meio-ambiente e Serra não é saúde. Até então, sinto que os candidatos não têm se mostrado ; mostrado exatamente a que vieram. Talvez não tenha havido um embate propriamente dito de propostas no debate porque não há propostas. Vamos ver se sigo mais otimista.

Ah, e Marina foi um desastre completo na entrevista da Globo. Caráleo, ela foi um poço de senso-comum. Esse “Brasil que nós queremos” dela tá começando a cansar… Mas do quê que eu tava falando mesmo? Ah, da entrevista da Dilma. Vejam o bafão de William Bonner porque vale a pena, assim como a calma da Dilma, mesmo quando foi muito ofendida (essa de Renan Calheiros e de Collor foi muito o “discursinho jogo sujo pra tentar desmoralizar” que a direita faz contra o Lula. E que não cola, pelamordedeus.

Deixe um comentário

Older Posts »