Archive for abril, 2010

O descaramento total de VEJA

A meiguice de Serra e a sutileza de “VEJA” me encantam… Mas tudo o que eu queria dizer, já foi exposto aqui. E uma capa pode dizer mais que mil palavras, certo?

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“Ele a achava tão digna & superior, ela o achava tão elegante & respeitador. E pensavam: isto é uma historinha de férias, não leva a nada”. O Caio Fernando Abreu fake do meu twitter é realmente sábio…

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Esse meu excesso de lucidez às vezes me confunde

Como aquela luz que você enxerga logo que sai de um túnel escuro:

tão reveladora que, paradoxalmente, cega.

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Presentes!

Sabeo o que eu ganhei de aniversário este ano?? LIVROS!! Vargas Lhosa, Borges (eu eu minha tara pelos argentinos!) e o livro novo sobre o Bob. Agora tenho ótimas companhias para as noites solitárias (porque as noites é que são assim, desgrenhadas e confusas…)

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A geração dos frouxos

Terminei meu namoro há umas duas semanas (é estranho como é difícil mensurar o tempo pra esses eventos. Tive que parar uns 10 segundos pra contar).  A minha maior motivação pra terminar refere-se não apenas ao meu ex-namorado, mas a um problema que julgo ser de toda uma geração de homens.

Estive pensando muito: a geração de homens à qual pertence o meu pai é a geração dos fracassados: hippies dos anos 70 que se casaram, construíram uma família, chegaram a ganhar muito dinheiro, mas hoje em dia são homens completamente sem opção: divorciaram-se, beberam (ou perderam no baralho) todo o seu patrimônio, vivem infelizes com suas  ex-amantes, numa espécie de misantropia obrigatória, pois não lhes restam muitas opções de convivência ou de trabalho. É a geração a que eu chamo de “geração dos fracassados”.

Hoje o cenário é diferente: temos namorados que logo agradam às famílias das namoradas: são gentis, agradáveis, educados e, sobretudo, tranquilos. Tão tranquilos, que fica difícil distinguir entre tranquilidade e apatia (ia, por ato falho, escrever “armadilha”…). Para essa geração de homens, andar de bicicleta, tocar guitarra e assistir ao Globo esporte às duas da tarde ocupa as primeiras posições no ranking de prioridades (quando não são as únicas). E não estou falando de rapazinhos de 15 anos, mas de marmanjos de 30 (ou quase).

Numa semana cuja jornada de trabalho é de 44 horas, esses seres “tranquilos e descansados” trabalham cerca de 6  a 8 horas (isso é que é descanso!), dando aulas em horários esporádicos (desde que não atrapalhem a bicicleta, a guitarra ou o Globo esporte, é claro!). Alguns dando aulas particulares e ganhando 15 reais a hora há anos, inclusive. Mas, no fundo, fica tudo por isso mesmo. E sabe por quê? Porque, por trás de todo esse descanso, tem uma figura que sustenta tudo: mamãe. Pra que sair de casa, pra que trabalhar e, até mesmo (pasmem!), pra que se formar, se há toda uma estrutura de conforto de “casa, comida, roupa lavada e comidinha-que-eu-gosto” na mão?

A culpa, então, seria das mães? Não, não se engane. Apesar de desempenharem um papel crucial em toda essa estagnação e colocarem os filhos como substitutosdos maridos, elas geralmente estão cansadas de falar na cabeça dos filhos ou simplesmente se resignaram a se calar. “Ah, desisti” foi uma frase que ouvi algumas vezes, em momentos significativos. Na verdade, o que mais me assusta nesta história toda, é o fato dos caras NÃO SE INCOMODAREM NEM UM POUCO com a situação. Incomodam-se as mães, incomodam-se as namoradas, mas os caras mesmo não estão nem aí!

Afinal, ser tranquilo, andar de bicicleta e tocar guitarra é o que importa! Ah, e ver o Globo esporte às 2 da tarde. Eu fico pensando cá comigo: o que será desses caras daqui a 10 anos, quando já tiverem 40 anos? Porque, aos 30, eles não têm nenhuma experiência profissional significativa. Como construirão um patromônio aos 40? Como se aposentarão aos 60 (quando mamãe já tiver morrido)? Meu pai e sua geração, por mais fracassados que sejam, tinham (e têm) um certo “instinto de sobrevivência” e uma ambição de ganhar dinheiro. A geração atual só quer se divertir.

Isso mostra que gentileza e bons modos não constroem uma vida. E que talvez seja melhor ser um fracassado que perdeu tudo, pois isso significa que algum dia você já conquistou algo. Temo muito por esta nova geração de homens (?). Mas cada vez mais me convenço de que não quero ser, nem a ex-mulher de um fracassado, nem a mulher de um frouxo.

*Post baseado em outras duas experiências bem semelhantes à minha. Qualquer semelhança com a atual realidade NÃO é mera coincidência!

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Me diz uma coisa: qual é a probabilidade de você encontrar seu ex louco, que também é de Belo Horizonte e contra quem você tem um processo judicial, no MASP em São Paulo, no mesmo, dia, no mesmo horário e na mesma parede de quadros?!

Quando eu digo que tem coisas que só acontecem comigo… EU DIGO QUE É VERDADE!

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