Archive for março, 2010

Acordou com a janela batendo por conta do vento. O céu vermelho relampejava e anunciava a tempestade. Saiu correndo em meio às gotas grossas daquela chuva gelada. Ela sentia os cabelos da nuca se arrepiarem. De repente, esqueceu-se para onde estava indo. Era aquele vazio característico que batia sempre que tomava uma decisão desgastante. A lenta decepção que se arrastou como uma lesma foi, na verdade, uma bola de neve que crescia aos poucos, até se tornar um insuportável nó na garganta. E ela, então, só conseguiu dizer: “Acabou”. Então, foi como se acordasse vinte anos depois: tudo doía; doiam-lhe os ossos, os olhos, o peito e as justificativas que reverberavam numa voz fraca, já desgastada. O amor havia envelhecido…

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Pra alguém que é assim, sempre existe alguém que é assado

E eu sou o avesso

Passado

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