Archive for janeiro, 2009

Madame por um dia

Hoje, resolvi libertar a madame que mora dentro de mim: comprei creme para pés, sabonetes de gente fresca e vários itens de maquiagem. Gastei uma grana considerável. Mas considerando que a madame que mora em mim se liberta tipo uma vez por ano (e que minha bolsa de mestrado acaba esse mês), acho que tá de bom tamanho. Amanhã, cortarei o cabelo e farei umas luzes beeeeeeem de levinho (entenda-se: não virarei loira de salão. Se isso acidentalmente acontecer, pinto de vermelho por cima). OK, isso significa extrapolar o “um dia” de madame. Mas agora que tenho cartão (a nova bizarrice do mês, que merece ser contada num outro post para que vcs entendam a piada), posso dividir de duas vezes. O cartão de crédito é o carnê do Baú da classe média. E o pior de tudo é que estou me rendendo a esta maravilha pós-moderna.

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É impossível que QUALQUER ser humano normal durma com esse calor, numa boa

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Tenho sobrevivido à base de baldes de café. PRECISO de férias, na boa. Vou pra BSB em março. Pretendo dormir, ver sessão da tarde, vistar livrarias e fazer outras coisas dignas de um flâneur contemporâneo em férias. Agora preciso ir. Lançar notas é preciso…

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Pesadelo

Há dias vem me perseguindo. Agora talvez eu possa chamar de delírio persecutório: ele não existe mais, mas está lá, como uma reminiscência da memória que insiste em vir à tona, e insiste, e insiste. O pesadelo é o mesmo: evito ir a um determinado lugar porque ele estará lá. Medo de voltar à UFMG? Medo de reviver uma repetição estampada em outro relacionamento? Medo de que ele apareça na fatídica sexta-13 e me mate no sonho, tal como o Freddy Kruger?Não sei, só sei que está lá, repetindo-se com uma absurda insistência. Ultimamente, tenho colocado bilhetinhos coloridos para relembrar o que tenho que fazer ao longo do dia; cada ocasião merece um post-it de cor diferente, uma caneta de cor diferente e, no fim do dia, meu quarto é uma aquarela de reminiscências. De que cor seria um bilhete que o relembrasse, o que relembrasse o fatídico episódio que desencadeou todo o sentimento e todos os pesadelos de perseguição? É estranho porque, no fim das contas, fui eu quem o perseguiu, quando toda aquela sensação de totalidade se defez. Fui eu quem disse: “PÁRA”! Fui eu quem imputei a ele a culpa pelo fracasso e pela perseguição. Acho que foi a primeira vez na minha vida que não pensei “Desculpa por não ter atendido às suas expectativas”. E teria sido libertador, se não tivesse vindo acompanhado de um enorme sentimento de culpa. Acho que estou num processo de tornar-me uma pessoa diferente. Não diferente, porque a análise me ensinou que a gente não muda, mas pode se mover pra outros cantos e ressignificar as experiências. Mas sempre há algo que não é significado e que retorna sempre. Engraçado que quando penso nisso, sempre me vem a metáfora da divisão na cabeça: dividendo, divisor, quociente e resto. Sei lá, talvez isso seja a minha maneira obsessiva de enxergar as coisas. E sei que metáfora da divisão é um prato cheio pra algum lacaniano de platão. Mas eles que se entendam com as suas (super?)interpretações. Eu só sei que a angústia existe e é bem viva. E que não quero que repita até que se elabore, embora talvez seja esta um inescapável quase-lógica inconsciente. Ou talvez um limiar entre o terror e a saudade.

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Novo blog

Nova embalagem, nova casa. Quanto ao conteúdo, tire as suas próprias conclusões

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